Top 3 – Amsterdam

Amsterdam é uma das cidades mais lindas que conheci. Sua arquitetura é muito peculiar: prédios estreitos e altos, colados uns nos outros, muitas vezes tortos – a história que ouvi dizer é que a cidade possui um solo relativamente instável, e as construções eram normalmente feitas utilizando estacas de madeira para estabilização da estrutura. Tratava-se trabalho muito complexo, portanto era comum que o serviço nem sempre ficasse bem feito, e por consequência as casas eventualmente se moviam para um lado ou outro, apoiando-se na casa do vizinho. Apesar disso (ou talvez por causa disso), a arquitetura de Amsterdam é muito charmosa, com seus casarios revestidos em tijolinhos aparentes, trazendo um clima muito aconchegante a cidade: parece o tempo todo que você está dentro de um filme.

Por isso, separamos 3 construções imperdíveis na cidade, não só por seu valor arquitetônico, mas histórico.

O primeiro deles é o Rijksmuseum, o Museu Nacional da Holanda. Vermelho de tijolos aparentes, com detalhes em dourado e caracterpisticas do gótico-romântico – principalmente suas duas torres – o prédio do museu ocupa a posição principal na praça dos museus, a Museumplein. Parada obrigatória para todos que visitam Amsterdam, referência para todos que lá moram, o Rijksmuseum é o museu mais importante da Holanda, um dos 10 mais importantes do mundo, o museu possui uma das coleções mais invejáveis de arte e história que um museu aspira abrigar, privilegiando a arte holandesa e flamenga, obviamente, mas também conta com raridades de todas as partes. Suas obras vão de Rembrandt a Frans Hals e Vermeer, com destaque para a “Ronda Noturna” de Rembrandt – com seus três metros e meio de altura e mais de quatro de largura, de 1642 – e “A Leiteira” (ou Moça com Jarro de Leite, de 1658-60), obra prima iluminada pelo gênio de Vermeer.

A arquitetura do museu é incrível, e o famoso letreiro “I Amsterdam” está situado bem a sua frente. Não tem desculpas para não visitar.

Outro local que escolhemos foi o O Centro de Arquitetura de Amsterdam (ARCAM). O ARCAM é um pavilhão pequeno, com três andares, com uma cara bem futurista, na orla, no caminho entre o Museu NEMO e o Museu Marítimo – Scheepvaartmuseum. O arquiteto responsável pelo projeto do Centro de Arquitetura de Amsterdam (ARCAM)  foi René Zunk, de origem holandesa. Construido em 2003, o prédio fica à beira do canal, possui vidro frontal estendendo-se por dois níveis a fim de proporcionar uma linda vista sobre a água.

Quem tem interesse em saber mais sobre a arquitetura da cidade, contemporânea ou não, deve incluir em seu roteiro uma vista o ARCAM.  Lá existe um Centro de Informações que oferece consultas a livros de arquitetura, revistas, folhetos, mapas. Há também um painel que é um panorama com uma visão geral da arquitetura de Amsterdam ao longo dos últimos 1200 anos.

Por fim, escolhemos falar da Casa de Anne Frank. A Casa de Anne Frank é um museu com uma história a contar. Nessa casa, no centro de Amsterdam, está o esconderijo onde Anne Frank escreveu seu famoso diário durante a Segunda Guerra Mundial. Hoje o anexo secreto pode ser visitado, e é uma das atrações mais populares de Amsterdam. É uma experiência marcante, e você irá ter bastante informação, pois a fundação que mantém a casa como atração popular faz um excelente trabalho de explicar e contextualizar a história de Anne.
A arquitetura da casa, como já citada no início do post, é a tradicional e típica arquitetura holandesa: casa em tijolos vermelhos aparentes, geminada em suas vizinhas, com o charme peculiar da cidade. A Casa de Anne Frank, em si, é mais uma das casas que você pode ver por toda a cidade, mas carrega uma carga enorme de história, trazendo um valor muito especial a ela. Vale muito conhecer a história de Anne, e ver onde ela viveu os últimos e intensos anos de sua vida.

 

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