Pinacoteca de São Paulo

Assinala-se, por outro lado, uma atividade razoavelmente grande de intervenções inovadoras, nomeadas com diferentes títulos – tais como: restauração, posta em valor, reciclagem, refuncionalização e conversão funcional-, mas que se enquadram no que poderíamos chamar de requalificação do patrimônio arquitetônico

Localizado na Avenida Tiradentes, ponto de grande importância e fluxo, no fim do século passado instala-se ali a Estação da Luz(edifício de porte em estrutura de ferro e fechamento de tijolos trazido e montado no local pelos ingleses) ao lado organizou-se o Parque da Luz, num trecho desse parque, na esquina que tem de um lado a estação e de outro a avenida, construiu-se o antigo Liceu. Em frente a este, em pleno leito da avenida, foi instalado nos anos 1940 um monumento a Ramos de Azevedo.

Na transformação do edifício da Pinacoteca Paulo Mendes da Rocha estava restrito, mas não constrangido, pela massa edilícia compacta e limitante, de uma simetria banalmente axial que apenas repete sem muita inventividade modelos europeus.
Esta Localizado em uma área qua a muito tempo é considerada degradada na cidade de São Paulo, e esta ao lado de edifícios que já passaram ou iram passar por intervenções desse modo.

TOMBAMENTO

Localização: Avenida Tiradentes, 141 e 173 e Praça da Luz

Número do Processo: 00215/79

Resolução de Tombamento: Resolução 24 de 05/05/1982

Livro do Tombo Histórico: inscrição nº 224, p. 62, 19/01/1987

O terreno, junto ao Jardim da Luz, foi doado pelo governo do Estado, em 1897, ano em que se iniciou a construção do edifício, inicialmente destinado a abrigar o Liceu de Artes e Ofícios.
Em 15/11/1905, foi inaugurado como Ginásio do Estado e Pinacoteca, sob a direção do arquiteto Ramos de Azevedo, autor do projeto do edifício. Construído em alvenaria de tijolos, em estilo neoclássico, observa-se ainda hoje que as fachadas do edifício e a laje de forro sobre a entrada não foram concluídas, faltando o reboco. Os pisos sãoé revestidos de mármore e de lajotas cerâmicas, as portas em madeira trabalhada e a cobertura em telhas francesas. Atualmente, ocupada pela Pinacoteca do Estado, o edifício foi restaurado e sofreu fortes intervenções exigidas pelo uso.

PROJETO ORIGINAL

O edifício tem antecedentes históricos de origem clássica. Projetado e inaugurado pelo escritório de Ramos de Azevedo em 1900, o projeto para a criação do Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo tem caráter fortemente monumental e neoclássico. Partindo do ponto de que a arquitetura neoclassicista, destaca os materiais nobres, formas geométricas e regulares e organiza os espaços internos de uma forma racional e organizada

O prédio ocupado pela Pinacoteca do Estado foi projetado por Ramos de Azevedo em 1897, para abrigar o Liceu de Artes e Ofícios, instituição que formava técnicos e artesãos para construir as cidades que se enriqueciam com o café. Com paredes de tijolos não revestidos e amplas janelas incorporadas ao referencial urbano, a Pinacoteca passou por uma grande reforma durante o governo Mário Covas, e, hoje, em seus salões restaurados, pátios internos cobertos, telhado recuperado, iluminação específica e adequada, abriga importantes exposições, como as que realizou com as obras de Rodin e de Miró.

O museu tem um perfil muito definido da arte brasileira do século XIX até a contemporânea. Seu acervo tem cerca de 4 mil peças, e é significativo, especialmente para São Paulo, uma vez que reúne trabalhos de artistas paulistas, como Almeida Júnior, Pedro Alexandrino e Oscar Pereira da Silva, além de obras representativas de Cândido Portinari, Anita Malfatti, Victor Brecheret, Tarsila do Amaral e Di Cavalcanti. O Pavilhão das Artes, localizado no Parque do Ibirapuera, também faz parte da Pinacoteca e abriga exposições de grande importância artística.

A Pinacoteca do Estado é um museu de artes visuais, com ênfase na produção brasileira do século XIX até a contemporaneidade, pertencente à Secretaria de Estado da Cultura. Fundada em 1905 pelo Governo do Estado de São Paulo, é o museu de arte mais antigo da cidade. Está instalada no antigo edifício do Liceu de Artes e Ofícios, projetado no final do século XIX pelo escritório do arquiteto Ramos de Azevedo, que sofreu uma ampla reforma com projeto do arquiteto Paulo Mendes da Rocha, no final da década de 1990.

INAUGURAÇÃO MONUMENTO EM HOMENAGEM À RAMOS DE AZEVEDO
PROJETO DE INTERVENÇÃO

A principal intervenção na Pinacoteca foi a criação de um novo eixo de circulação, na longitudinal, imaginariamente virou o edifício em 90 graus, colocando o acesso principal na praça da Luz, retirando-o da Avenida Tiradentes onde o intenso tráfego e o estrangulamento espacial da avenida prejudicavam o contato do edifício com o contexto urbano.

Neste eixo de circulação virtual, o projeto desenhou quatro passarelas metálicas que vencem os desníveis e permitem ao visitante uma navegação observatória no interior do prédio. A cobertura é branca, com vidros dotados de filmes para controle do sol, as vitrines de exposição também são brancas, novas paredes são amarelas, e elevadores, passarelas, peitoris e balcões receberam a cor marrom-terra.

Projeto de intervenção se baseou na reabilitação do prédio para o seu uso

A iniciativa desta obra transformou o então “invisível” edifício neoclássico, encravado numa das regiões mais deterioradas da capital paulista, num dos museus mais modernos do país.

O projeto de revitalização busca progressivamente devolver a vida ao Bairro da Luz, transformando-o em um democrático espaço cultural no coração da cidade

Paulo Mendes da Rocha introduziu o ACOLHIMENTO ao trocar a entrada do museu que para ele faltava pelo alargamento da Av. Tiradentes

A intervenção de Mendes da Rocha e equipe previu, simultaneamente, consolidar as estruturas em alvenaria portante, naturalmente desgastadas pelo tempo e pela poluição ocasionada pelo intenso tráfego automotivo na Avenida Tiradentes, e agregar valor ao velho edifício a partir da reaparição do existente.

 

No lugar de uma cúpula (nunca construída pelo edifício ter ficado incompleto) os arquitetos dispuseram de clarabóias planas em estrutuestrutura metálica reticular e vidros laminados que levemente pousam sobre as estruturas de alvenaria, evitando a entrada da chuva no interior dos até então úmidos e sombrios poços de luz.

Com esta ação triplicou-se os espaços de exposições e providenciou-se exuberância de luz natural no interior do edifício, enriquecendo a apreciação das obras de arte e da própria Arquitetura.

 

Todas as inovações foram destacadas com cores ou texturas, para explicitar com clareza as alterações feitas no edifício – Não causa a idéia de um falso histórico
Do ponto de vista da recuperação dos elementos pouco se fez, pode- se dizer que foi muito mais uma uma consolidação/limpeza.

Paulo Mendes da Rocha em entrevista a Celso Fioravante, publicada na Folha de São Paulo (Ilustrada 1998, p.3).Como ressalta Paulo Mendes da Rocha, “com esses artefatos autônomos, as coberturas e as pontes, a transformação ficou evidente, com sucesso, animando a complementação do projeto”. “Agora é possível visitar o prédio como só as andorinhas podiam fazer, não precisa mais ficar circundando os pátios como num convento”. Com este novo acesso a fachada perdeu em representatividade, mas certamente ganhou em funcionalidade: o trânsito é relativamente mais tranqüilo e o estacionamento mais fácil na fronteira com a Estação. Além disso, no novo acolhimento foi possível instalar necessários serviços de recepção, como guarda-volumes e local de informações.

A Pinacoteca realiza cerca de 30 exposições e recebe aproximadamente 500 mil visitantes a cada ano. O primeiro andar recebe as exposições temporárias e o segundo é dedicado a mostra de longa duração de nosso acervo. A área central abriga o Projeto Octógono Arte Contemporânea, e no térreo estão as áreas técnicas, o auditório e a cafeteria. Desde 2006 é administrada pela APAC – Associação Pinacoteca Arte e Cultura.

O foco principal de todo trabalho desenvolvido pela Pinacoteca do Estado de São Paulo é aprimorar a qualidade da experiência do público com as artes visuais por meio do estudo, salvaguarda e comunicação de seus acervos, edifícios e memórias; da consolidação e ampliação desses acervos; e do estímulo à produção artística.
Projetado pelo arquiteto Ramos de Azevedo em 1895, o prédio que hoje abriga a Pinacoteca do Estado foi o primeiro museu de artes de São Paulo. Na época foi construído para abrigar o Liceu de Artes e Ofícios, instituição que formava técnicos e artesãos da cidade.
Em 1901 o edifício deu espaço à Pinacoteca do Estado, que viria funcionar de fato em 1911 com a Primeira Exposição Brasileira de Belas Artes. As primeiras doações para o museu foram peças que até hoje fazem parte do acervo, entre elas obras dos consagrados artistas Benedito Calixto, Pedro Alexandrino e José Ferraz de Almeida Junior.

Comment (1)

  1. Cristina piza 30 de junho de 2017 at 07:55

    Adorei o texto em especial a cronologia qye foi uma abordajem muito interessante para situar a obra , devo dizer que aprendi muitas coisas nesta cronologia paulistana
    Por mais que eu more longe guardo Sao Paulo no meu coração ❤️

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