“Paulo Mendes da Rocha” – Museu Nacional dos Coches

Autores: Ana Vaz Milheiro, Goncalo M Tavares, João Carmo Simoões, Daniela Sá

No dia 1o de setembro ocorreu o lançamento do livro português Museu Nacional dos Coches de Paulo Mendes da Rocha na Escola da Cidade, faculdade de arquitetura e urbanismo em São Paulo, onde compareceram o arquiteto Paulo Mendes da Rocha, e os editores do livro.

O livro é formado por fotografias e textos em cima da obra do Museu em Lisboa, Portugal, mais especificamente na região do Belém.

Após a introdução dos editores sobre o livro e o que ele retrata, Paulo Mendes da Rocha inicia sua apresentação dizendo que visitar Portugal é como não sair do próprio Brasil, pela excepcional recepção do povo.

O Museu Nacional dos Coches já existia , mais pelo seu estado deteriorado foi proposto pela prefeitura que um novo projeto fosse feito, chegando então até o arquiteto Paulo Mendes da Rocha que ainda contou com parceria do escritório MMBB arquitetos e BAK Gordon arquitectos . Então surgiu a proposta de criar um novo museu que atendesse as necessidades atuais, como disse Paulo Mendes da Rocha “ Tornar a natureza habitável, já que por si só ela não é.”
Além do museu, também é proposto uma passagem para a ferrovia.

Como o Museu fosse uma passagem, então une-se tudo em um terreno que não era um retângulo perfeito, submetido a uma museologia que se adaptasse ao tempo, abrigasse obras e não fizesse empecilhos visuais.
Na Museologia, o projeto adota um critério centrado na ideia da preservação definitiva, para sempre, do tesouro guardado e a um só tempo visitado. Considerada a visita sob todas as formas possíveis de desdobramentos quanto à memória histórica, enquanto construção intelectual no tempo. Arte e técnica em constante andamento. Exposições e Oficinas, cenários cambiáveis. Som e imagens virtuais associadas aos artefatos originais.

A planta suspensa do museu mais o anexo, com a ideia de um complementar o outro, tirando a ideia que temos de um anexo, como algo que apenas auxilia, ou abriga o “resto” .

“Arquitetura é discurso” as duas pequenas aberturas coincidem com o nível do pedestre e o piso do Museu, foi procurado , com o intuito de dizer algo.

Algo inusitado foi feito, os bancos do jardim foram usados como as cadeiras do teatro.

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