Top 3 Moda e Arquitetura – Londres

Nessa nova coluna do blog, julgamos o que há de melhor em arquitetura e moda nas grandes cidades do mundo, e para começarmos, nada melhor do que falarmos de Londres!

Top 3 Moda

– Burberry

Apesar de não ter sido fundada em Londres, não podemos falar da moda inglesa sem falar da Burberry. A história da marca se inicia em 1856, quando Thomas Burberry abriu uma pequena loja em Basingstoke, Hampshire, na Inglaterra, especializada em roupas para atividades esportivas, como a caça e a pesca.O jovem era muitor preocupado com a qualidade das peças, o que ganhou a confiança dos ingleses e tornou a loja em um empório em menos de 20 anos, que atendia a uma clientela rica e sofisticada. O diferencial da marca foi a criação da gabardine, em 1879: um tecido impermeável, respirável, e muito resistente, que  foi utilizado como matéria priva para capas de chuva, que era de grande utilidade nos dias de chuva, típicos da Inglaterra.

Em 1891, a marca chega a Londres. Em 1895, Thomas é convocado pelo exército para desenvolver um casaco para os oficiais, que antecedeu o trench coat. Com o passar dos anos, os casacos sofreram inúmeras adaptações às necessidades dos militares e a marca ganhou fãs como o rei George V, o que contribuiu com a sua popularização. Em 1910, a marca lançou sua primeira linha feminina e nos anos 20, o xadrez tornou-se marca registrada da Burberry.

A sede mundial da marca está em Londres, e atualmente existem 567 lojas espalhadas por 85 países.

– Stella McCartney

Stella Nina McCartney nasceu em Londres em 1971. Ainda criança, Stella já demonstrava interesse pela moda e aos 13 anos costurou sua primeira peça: uma jaqueta. Aos 15, foi assistente de Christian Lacroix, e, em seguida, estagiou com o alfaiate do pai, Edward Sexton.

Em 1995, formou-se em design de moda na universidade Central Saint Martins, em Londres. A estilista possui um trabalho consistente desde seu trabalho de conclusão de curso até sua assinatura atual: natural, sexy, feminino e ao mesmo tempo sofisticado, leve e cheio de confiança. Em 1997, tornou-se diretora criativa da Chloé, em Paris.

Apesar de ser muito criticada por carregar consigo o sobrenome de seu pai – Paul McCartney – Stella provou muitas vezes que sua capacidade não tinha nada a ver com as influencias e facilidades consequentes de seu sobrenome. Em 2001, Stella aceitou a proposta para criar uma marca própria. Com o passar dos anos, Stella fez parceria com várias marcas, como Adidas, H&M, GAP.

Sua marca possui atualmente 21 lojas espalhadas pelo mundo e tem sua sede mundial em Haywards Heath, Inglaterra.

– Vivienne Westwood

A história da marca começa em 1970, quando, em parceria com Malcolm McLaren, Vivienne abre uma loja na Kings Road, em Londres chamada “Let’s it rock” onde ela tinha liberdade para criar e visava o público da periferia de Londres. Com isso, eles reanimaram a juventude underground dos anos 50. Em 1972, a loja passou a se chamar Too Fast to Live, Too Young to Die, e em 1974, recebeu o nome de SEX.

SEX tinha seu interior decorado com grafite pornográfico, referências ao sexo, couro, bandagens, correntes, gargantilhas de spike, além de peças no estilo pin-up, roupas rasgadas e emblemas de motos, itens que destoavam da característica tradicional inglesa. Em 1976, a loja foi rebatizada de Seditionaires transformando as alças e fechos de fetichismo sexual obscuro em moda. Nos anos 80, a loja foi reformulada e passou a ser chamada de Words End, nome ainda em uso hoje.

Em 1981, Vivienne lança sua primeira coleção de moda, chamada de “Pirate”, que garantiu à estilista uma autonomia no mundo da moda. Com o passar dos anos, Vivienne, sempre muito inovadora e original ganha diversos prêmios como designer e entra pra lista dos maiores estilistas do mundo.

Vivienne possui uma influência na moda das subculturas – inserindo saias de tule imitando crinolinas, trazendo corsets como peças de grande estilo, colocando spikes em calçados e acessórios, inserindo fetiches na moda, além das referências históricas, sempre presentes em suas coleções.

Top 3 Arquitetura

– Palácio Westminster

Também conhecido como a Casa do Parlamento, O Palácio de Westminster, primeiro palácio real da Inglaterra, foi construído no século 11. Em 1512, um incêndio acarretou a primeira mudança de características e em 1834, outro incêndio, ainda maior, poupou poucos elementos da construção.

Iniciadas em 1840, as obras do atual palácio, projetado pelos arquitetos Charles Barry e Augustus Pugin, duraram 30 anos e incorporaram o que sobrou da antiga construção. Com a nova arquitetura, o palácio tornou-se um dos representantes do neogótico.

Dentre suas três torres principais, a Elizabeth Tower tornou-se a mais conhecida por abrigar, desde 1859, um relógio e cinco sinos, dentre eles o Big Ben, que anuncia as horas. Hoje a torre inteira é conhecida por esse apelido.

Em 1987, o palácio foi classificado como patrimônio histórico mundial pela Unesco.

– Abadia de Westminster

É considerada a maior e mais importante igreja de Londres, com caráter gótico.

A Abadia de Westminster foi fundada no ano 960, época em que a igreja cristã na Inglaterra seguia a autoridade da Igreja Católica Romana. No século XVI, o rei Henrique VIII fundou a Igreja Anglicana que passou a ter seus próprios cultos e tradições. A Westminster Abbey passou a ser, desde então, uma igreja cristã Anglicana e não Católica.

A construção da igreja que hoje vemos começou em 1245 e ela é um dos primeiros exemplares da arquitetura gótica na Inglaterra e é considerada patrimônio histórico mundial pela UNESCO.

A Abadia já foi palco de todas as coroações desde 1066, além de ser o local onde são realizados casamentos e funerais de personalidades britânicas há mais de 1000 anos. Atualmente, mais de 1 milhão de pessoas a visitam, e ela não só é uma atração turística como também funciona para missas e serviços religiosos diários.

– 30 St. Mary Axe

Seu nome oficial é 30 St. Mary Axe, mas o prédio é chamado de The Gherkin, a palavra britânica para Pepino, devido ao seu formato. Seu projeto arquitetônico é assinado por Norman Forster, e foi contruido entre 2001 e 2004.

Seu formato peculiar e seus 180 metros de altura de destacam em meio a arquitetura tradicional de Londres. É o sétimo arranha céu mais alto da cidade, com 40 andares.

Apesar de sua aparência arredondada, a única peça de vidro curvada no prédio é o arco que fica no topo.

O edifício foi muito criticado antes de sua construção, porém, já ganhou vários prêmios na área, como o RIBA Stirling Prize, da Royal Institute of British Architects. Infelizmente, não é permitido visitar o interior do edifício. Esse privilégio só é concedido aos curiosos uma vez ao ano, durante o Open-City.

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