Patrimônios brasileiros que são bens culturais da humanidade da Unesco

Centro Historico de Olinda

Olinda foi incluída na lista do Patrimonio Mundial em 1932, com a justificativa de apresentar um “intercambio considerável de valores humanos no desenvolvimento da arquitetura, artes monumentais, planejamento urbano ou paisagismo”. Na historia foi mascada pelos seus saques, incêndios e invasões cometidas pelos holandeses no século 17.
Na cidade é possível encontrar exemplares do patrimônio quinhentista, da azulejaria característica dos séculos 18 e 19 e edificações neoclássicas e ecléticas, datadas do inicio do século 20. Entre elas esta a igreja do Carmo que foi incendiada pelos holandeses e foi reconstruída mantendo parte das suas características originais, como elementos renascentistas que são únicos no brasil.

Missões Jesuíticas Guarani – Ruínas de São Miguel

A redução de São Miguel Arcanjo foi fundada em 1687 para servir de espaço destinado à evangelização dos indígenas brasileiros por padres europeus da Companhia de Jesus. Nelas, o intenso contato entre estes dois povos deu origem a uma singular atividade artística denominada pelos especialistas de Barroco Missioneiro, que incorpora nas esculturas de inspiração clássica elementos estéticos indígenas, por exemplo.
As ruínas foram inscritas na Lista do Patrimônio Mundial em 1985 juntamente com as reduções de San Ignácio Mini, Santa Ana, Nuestra Senõra de Loreto e Santa Maria Mayor, todas argentinas. De acordo com o Iphan, estas são os principais remanescentes das missões jesuíticas em território Guarani. A inscrição baseou-se no fato de as ruínas representarem um exemplar que ilustra “estágios significativos da história humana”.

Santuário do Bom Jesus de Matosinhos – Congonhas

Símbolo de fé, o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos Congonhas teve sua obra iniciada em 1757, como pagamento de uma promessa feita português Feliciano Mendes. A construção do santuário, que é formado por seis capelas, a igreja do Bom Jesus de Matosinhos e pelo adro dos profetas (área que concentra as esculturas), durou mais de cem anos, sendo concluída somente em 1875. Tido como mais uma obra-prima do barroco mundial, o santuário também teve à frente de sua construção os mestres Aleijadinho e Manoel da Costa Athayde.
A inscrição na lista da Unesco ocorreu em 1985 e teve como base o fato de representar um “testemunho de uma tradição cultural” e “uma obra-prima do gênio criativo humano”.

Cais do Valongo – Rio de Janeiro

Mais novo patrimônio brasileiro a constar na lista da Unesco, o Cais do Valongo, no Rio de Janeiro, foi o principal porto de entrada de escravos africanos em toda a América, chegando a receber 900 mil escravos, segundo estimativas da Unesco. Datado de 1811, o cais foi descoberto por arqueólogos em 2011, durante as obras de reurbanização do Porto Maravilha. Recuperado, os resquícios do cais foram então expostos e estão abertos à visitação na Avenida Barão de Tefé.
A inclusão do Cais do Valongo como Patrimônio Mundial se deu em 2017 e representa o reconhecimento do seu valor universal como memória da violência contra a humanidade que a escravidão representa, assim como da contribuição dos povos africanos para a formação cultural, social e econômica do país e de todo o continente americano, segundo o Iphan.

Centro Historico de Ouro Preto

A cidade de Ouro Preto foi a primeira do Brasil a entrar na lista do Patrimonio Mundial, o fato ocorreu em 1980. Considerada única pela sua originalidade, a cidade tem no barroco mineiro uma das mais singulares manifestações culturais do Brasil-colônia, tendo a à frente nome como Aleijadinho e Manoel da Costa Athayde. A arquitetura religiosa tem uma forte presença na cidade e é marcada pelas pinturas dos forros, trabalhos em pedra e detalhes em ouro que ornamentam as construções.
Segundo o Iphan, a inclusão da cidade na lista da Unesco foi baseada no fato de ela representar uma “obra-prima do gênio criativo humano” e por “aportar um testemunho único de uma tradição cultural”.

Centro Histórico de Diamantina

Implantada pela Coroa Portuguesa em 1731, para isolar a região dos diamantes, Diamantina é outro testemunho da adaptação de modelos europeus à cultura brasileira. Sua arquitetura é marcada pela simplicidade, com construções em paredes brancas e cores vivas nas portas, janelas, treliças e cobogós que se integram à exuberante paisagem. Entre os endereços tradicionais da cidade, por sua vez, estão o mercado público e o antigo Colégio da Glória.
O Centro Histórico de Diamantina foi inscrito na Lista do Patrimônio Mundial em 1999, tendo como justificativa o fato de “mostrar um intercâmbio considerável de valores humanos no desenvolvimento da arquitetura, planejamento urbano e paisagismo”, além de ilustrar “estágios significativos da história humana”

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