MAR – Museu de Arte do Rio

Hoje vamos começar uma série de posts onde iremos falar um pouco sobre alguns edifícios históricos, trazendo a importância da ideia de patrimônio e restauro! E pra dar início, escolhemos o edifício do MAR, no Rio de Janeiro.

Com projeto desenvolvido pelos arquitetos Paulo Jacobsen e Thiago Bernardes, do escritório Bernardes+Jacobsen Arquitetura, o projeto do MAR teve como desafio unir três construções existentes, com características arquitetônicas distintas com o objetivo de abrigar o Museu de Arte do Rio, a Escola do Olhar, além de espaços para cultura e lazer, tudo isso com o cuidado de respeitar os diferentes níveis de tombamento e preservação das construções. De um lado, o Palacete Dom João VI, construção do século 20 e tombado desde o ano 2000 que apresenta estilo eclético; do outro, o prédio antes ocupado pelo Hospital da Polícia Civil e o terminal rodoviário Mariano Procópio, da década de 40, que exibe linhas modernistas.

Foi preciso criar um sistema de fluxo de modo que Museu e a Escola funcionassem de forma eficiente e integrada, além da necessidade de criar um projeto que envolvesse as diferentes linguagens. Dessa forma, foi proposta a criação de uma praça suspensa na cobertura do prédio da Polícia, que reune todos os acessos, além de abrigar um bar e uma área para eventos culturais e de lazer.  Ao estabelecer o sistema de fluxos e focar os acessos no pavimento superior, os arquitetos determinaram o programa de visitação, que é feito apenas de cima para baixo.

Diante de seus grandes pés-direitos e da planta livre de estrutura, o Palacete Dom João VI foi escolhido para abrigar as salas de exposição do Museu. Para o prédio da Policia – onde funciona a Escola do Olhar, auditório, salas de exposição multimídia e áreas de administração e de funcionários do complexo – foi proposta a supressão do último pavimento para que os gabaritos dos dois prédios ficassem equilibrados, além da substituição das alvenarias por perfis de vidro translúcido, deixando a mostra o sistema estrutural de pilares recuados e revelando os pilotis, que são utilizados como um grande foyer de todo o empreendimento, comportando também áreas de exposição de esculturas.

Como protagonista do projeto, foi projetada uma cobertura para praça suspensa, que possui sua forma abstrata e fluida.  Uma estrutura de aparência extremamente leve, simula a ondulação da superfície da água. Juntamente com a praça e a passarela suspensa, a cobertura une as edificações, tornando-a única e harmoniosa.

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