Instituto Casa Roberto Marinho

Está aberto ao público desde o dia 28 de abril o Instituto Casa Roberto Marinho, centro cultural localizado no bairro de Cosme Velho (RJ) e local de residência por mais de 60 anos do jornalista e proprietário das Organizações Globo.

O espaço abrigará exposições temporárias além de cursos e oficinas, contanto com uma coleção de arte de 1400 peças pertencentes à família Marinho.
O Solar do Cosme Velho é uma construção colonial de 1939 e, apesar da fachada rosa ter sido preservada, teve o interior todo adaptado para se adequar à função de centro cultural.

“Na verdade, a estrutura externa se manterá quase intacta. Dentro, o desenho dos pavimentos muda, já que precisamos criar superfícies planas para as exposições. Embaixo, fica o glamouroso salão principal, com o antigo piano de cauda Steinway. Em cima, a configuração é de uma área de exposições. De resto, criaremos um novo pavilhão para a reserva técnica e ao lado haverá um bloco-escola, com cursos e atividades abertas ao público. Tudo isso envolvido pelo jardim de espécies de mata Atlântica, com esculturas e pontos de contemplação, o primeiro feito por Burle Marx para uma casa particular”, explicou à CASA CLAUDIA o arquiteto e antropólogo Lauro Cavalcanti, diretor do Instituto.

Desde o começo, o proprietário tinha a ideia que a residência, além de abrigar a sua família, deveria propiciar a realização de eventos culturais e sociais vinculados às suas funções empresariais. A casa do Cosme Velho, inaugurada em 1943, foi durante cerca de sessenta anos palco de acontecimentos de música, literatura, artes plásticas e teatro. O solar desempenhou, ainda, o papel de “sede informal do Itamaraty”, ao receber, a pedido do Ministério das Relações Exteriores, visitantes ilustres e chefes de Estado.

Encravado na Floresta da Tijuca e aos pés do Cristo Redentor, o Instituto tem 10.000 m² e um casarão neocolonial de 1939 como sede. O jardim foi projetado por Burle Marx. E o instituto foi inaugurado com duas exposições: “Modernos 10”, com 124 obras de 10 expoentes do modernismo da coleção particular de Marinho; e “10 contemporâneos”, com pinturas, fotos e serigrafias de artistas da nossa época com os temas ‘casa’ e ‘arquitetura’. Parte do acervo de 1.473 itens já adornava as paredes quando os moradores estavam lá; outra estava na reserva técnica.

A casa passou por várias modificações para atender ao público: a piscina virou um espelho d’água, a sauna converteu-se na administração e o anexo dos empregados é agora o estacionamento de visitantes. Os icônicos flamingos rosa que passeavam pelo terreno não resistiriam às crianças cariocas e ganharam novo lar. Mas nem tudo mudou: o Rio Carioca, que teve seu curso mudado para ser incluído no terreno, ainda serpenteia por lá. O salão de festas guarda o piano já tocado por Pixinguinha e Dorival Caymmi.

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